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Proteção

  Guarda meu coração, mas não o escondas. Não em mim, mas no teu peito, não um adorno, mas um pacto: no bolso do casaco. Ele vira sapo pulando miudinho, comendo as descosturas do teu forro. Deixa-o virar minhoca no escuro quente do pano, fazendo túnel pra morar no teu sujo. Que ele faça riacho das tuas linhas que se desfazem, beba o teu suor e vire barro. E escuta se há pulso ou morte.
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O Ofício das Acerolas

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Limite

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Apressada

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Pano de Louça

Aguardou num quarto com cheiro de inseticida. Ao vê-lo despido, sentiu um perfume raso, lavanda que não lembrava flor, mas pecado A tomou. Fez-se pano de limpar louças. O mesmo da pia por lavar ainda úmido de sabão ralo. Ligeiro, disse adeus evitando o espelho. Ficou um instante a mais, não por ele. Com a decisão de quem nunca mais volta, fechou a porta no trinco. Desceu ao saguão, pagou a conta. Um intervalo. Um deslocamento. Foi para casa. Ainda era noite.