Proteção
Guarda meu coração, mas não o escondas. Não em mim, mas no teu peito, não um adorno, mas um pacto: no bolso do casaco. Ele vira sapo pulando miudinho, comendo as descosturas do teu forro. Deixa-o virar minhoca no escuro quente do pano, fazendo túnel pra morar no teu sujo. Que ele faça riacho das tuas linhas que se desfazem, beba o teu suor e vire barro. E escuta se há pulso ou morte.